brasão de Trento

FAMIGLIA CASOTTI



brasão de Terlago
home origem história fotos documentos mapas links cidadania crônicas contato


HISTÓRIAS DE PAI PARA FILHA...
"Meu pai me contou algumas histórias sobre meu bisavô Silvio Casotti: 

Falou da chegada deles para Vitória pelo Rio e depois para Santa Cruz onde 
as famílias construiram um barracão para todos os imigrantes e contou sobre 
a barulheira que era toda noite com tantas familias italianas juntas. De Santa
Cruz partiram Paulo Casotti e Catherina, pais de meu bisavô e mais seus irmãos
em direção a Santa Tereza, devido às péssimas condições em que todos os 
imigrantes estavam vivendo, sendo uma das primeiras familias a chegarem 
em Santa Tereza. Lá eles participaram da construição da Igreja que ainda 
hoje tem uma placa com o nome de meu bisavô Silvio que ajudou a construí-la.
Meu bisavô se casou em Santa Tereza com Maria Paole, na Paróquia de Santa 
Tereza que tempos depois pegou fogo destruindo todos os registros até então,
e lá tiveram meu avô Zeferino Casotti, Mário Casotti e Hermínia Casotti. 
Depois partiram para morar na cidade de Alfredo Chaves. Lá meu bisavô foi 
proprietário de um bar onde funcionava um bilhar.
Meu pai me contou, ainda, que ele havia feito um buraco no chão do bar com 
uma profundidade de uns 3 metros para onde descia por uma escada.
Era a sua adega onde ele colocava as bebidas para gelarem pois não havia gelo.

Ele me falou que meu bisavô adorava contar histórias sobre as famílias reais e 
sobre os reinados para as crianças, que ficavam ao seu redor ouvindo com
bastante interesse. De vez em quando ele fazia uma pergunta e gritava: 
-"Já!". Isto para ver se as crianças estavam prestando atenção. 
Me contou também que as pessoas pediam para ele multiplicar 
centena x centena e ele dava o resultado na hora.

Meu avô Zeferino era Coletor Estadual. Casou-se em 1918 com minha avó 
Lina Amigo. Em 1933, devido a uma promoção, foi para cidade de Muqui e 
lá permanecram até 1948. Quando retornou a Alfredo Chaves foi recebido 
com a banda da cidade por ser tão querido por todos. 
Depois foram morar na cidade de Cachoeiro de Itapemirim. 
Meu pai, quando eu ainda era criança, tinha uma Kombi vermelha e branca, 
pois a família era grande, com 5 filhos contando comigo, e todos os anos 
viajávamos para Vitória para visitármos meus avós, tios e primos da família 
Casotti e, em seguida, íamos para Recife para ver meus avós, tios e primos por 
parte de mãe, da família Marinho Falcão. Lembro que íamos a casa que meus avós 
paternos tinham em Iriri, e passava os meus dias lá andando horas 
num cavalo chamado Estrelinha.

Meus avós foram morar depois em Vitória e foi lá que faleceram depois de 
muitas jornadas e histórias para contar.

Esta hitória não está completa e espero que cheguem muitas contribuições 
para que ela não pare de crescer.

Recife, 10 de janeiro de 2004.