FAMIGLIA CASOTTI |
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JAP Tinha os olhos rasgados, daí o porque do seu nome. Encontrei-o junto a outros vira-latas com uma linda cadela, de pelo aveludado, de um azul quase negro; todos a queriam, mas o "Jap" não saia de perto dela, era seu guardião; protegida, mesmo assim, ficava sempre com o "cachimbo" na areia; notei que ela só cedia para o "Jap" enquanto os outros só atrapalhavam... Foi aí que tive a idéia de lavá-los para o fundo do quintal. O óbvio aconteceu: logo chegaram, logo engataram...era amor mesmo! para acabar com a matilha me veio a idéia de levar a "preferida" para bem longe dalí, já que os demais não debandavam; contratei, então, um carroceiro para levar os amantes, ela amarrada e ele solto; passado algum tempo o "Jap" voltou sozinho após percorrer quase 5 Km. Quando o carroceiro voltou, soube, por ele mesmo, que teve um trabalhão para mantê-la sozinha; contou-me que ela pulava, uivava, grunía e quase se enforcou; por último só chorava...porém a viagem continuou para bem longe, tão longe que ela perdeu o faro do amante que a abandonou; voltei com o carroceiro ao local onde a deixou, mas não mais a encontramos. O fiel amigo nasceu no terraço da minha casa e me adotou como dono; até hoje - preciso desabafar - me arrependo do que fiz a eles que podiam ser felizes... tenho hoje a triste lembrança que passo para vocês a fim de me sentir melhor, mais aliviado, porém ainda muito arrependido. Rio, 25/02/1993 m. casotti sobº |
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